Escrevo esse artigo sem a menor pretensão de julgar, até porque não me acho apta para tanto, porém, sim, externar minha indignação contra veículos de comunicação e os que se dizem jornalistas, no qual publicam ou divulgam matérias infundadas e aleatórias.
Um meio de Comunicação sério, instrumento poderoso de formadores de opinião, que objetiva informação alicerçada na ética e no compromisso com a verdade não pode prestar um desserviço para seus leitores, publicando matérias baseadas apenas na imaginação fértil de alguns pseudo-s jornalistas.
Para o veículo conquistar a credibilidade editorial precisa ir muito além do que apenas informar. Precisa, sim, informar com clareza, veracidade e responsabilidade, com valores éticos, atrelados aos princípios fundamentais da cidadania. Cumprir sua função social de atender ao interesse público, precedente de prática profissional responsável, em respeito às regras disciplinadas na Constituição Federal e na Lei da Imprensa.
A liberdade de expressão é um direito fundamental dos cidadãos e, em nenhum momento, sob qualquer pretexto, penso em censura ou veto. Defendo o uso dessa liberdade de acordo com princípios éticos e morais. Infelizmente, em alguns casos e não raras às vezes, alguns “jornalistas” (será?), valendo-se de frutos fantasiosos, de um ser que pensa que pensa, discorre sobre inverdades, distorcem os acontecimentos e divergem de sua principal missão. O abalo moral no qual uma pessoa pode sofrer com calúnias e difamações feitas através de uma empresa jornalística, sem que essa, ao menos, xeque as informações antes de serem publicadas, é tão grave quando receber um balaço no meio do peito. Nos dois casos o sujeito morre: Na primeira hipótese, tem-se uma morte moral e social, pois coloca-se o noticiado em um “quadro” de descrédito perante a sociedade; Já, na segunda opção ventilada, a morte é física. Onde fica a integridade dessas pessoas que tem seu crédito abalado, sua moral ofendida e sua história maculada? Felizmente, embora um pouco moroso, o judiciário cumpre sua missão na resolução desse tipo de conflito.
Se valer da Liberdade de Expressão não quer dizer que pode falar ou escrever qualquer coisa, muito menos ser usada como escudo de defesa para aqueles que não têm a menor intenção de brindar seus leitores com informações idôneas. O uso desse termo ficou banalizado diante dos fracos que apelam para ele, objetivando defender os “excrementos” que publicam para uma autopromoção ou, ainda, para vender mais. Se for essa a definição de uma empresa na qual se rotula como jornalística, sem o menor crivo editorial, forçoso equipará-la a uma lata de lixo, ao ter em seu conteúdo palavras, textos ou vozes que não emitem opiniões e não demonstram, nem de longe, a realidade dos acontecimentos históricos, sociais e políticos, bem como outros que fazem parte do nosso dia-a-dia.
A sociedade precisa de uma imprensa livre sem atrelamento político e econômico, muito menos engajada em causa de poucos ou alguns. Nós, como cidadãos e leitores, queremos respeito aos nossos ouvidos, aos nossos olhos, ao nosso cérebro, enfim a nossa inteligência.
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